segunda-feira, 23 de novembro de 2009
sábado, 21 de novembro de 2009
IMDB comprova que não fui a única
Eu adoro pré-estréias. O filme que irei assisti não é tão importante assim, o melhor é a empolgação de assistir algo antes de muita gente. Por isso quinta-feira, às nove da noite, lá estava eu plantada na fila de "Lua Nova".
O filme só começaria lá pela meia noite, mas desde cedo a fila já dava voltas e voltas pelos corredores do cinema e as fãs da série se descabelavam de ansiedade.
Esvaziei um refrigerante de 700ml, fiquei na minha. Mas vou dizer uma coisa, não sou fã da saga "Crepúsculo" nem nada, mas admito estar curiosa para ver o filme. E, honestamente, tem como não estar? Os livros estão toda hora aí na mídia, os atores dos filmes são convidados para todos os eventos de Hollywood, todas as revistas estão estampadas com fotos promocionais do segundo filme da série. Nota dez pro merchandising.
Às onze e meia começaram a liberar a entrada para sala de cinema. Cotoveladas, pisões no pé e gritos agudos por parte das fãs, tudo é válido na hora de conseguir bons lugares.
Por sinal, o filme começou e terminou numa gritaria sem fim. Deu pra sentir que teve uma boa quantia de cenas que só foram enfiadas no longa pra testar a garganta da tietada. Jacob, por exemplo, não tem roupa, coitado (E não tentem me explicar que ele vive pelado por causa daquela coisa de ser lobo-calorento, porque eu moro numa cidade que faz 41 graus todo santo dia e MESMO ASSIM dou o jeito de andar vestida.). E Edward adora dar piscadelas em direção a câmera.
Falando em Edward... Robert Pattinson atua tão mal que dói. Nem a beleza dá pra salvar. Já Kristen Stewart é até boa atriz, mas precisa se livrar do infinitos tiques e daquele ar blasé irritante. Dakota Fanning que, pelo que parece, é a única atriz experiente daquele meio apenas têm três tristes falas.
O filme tem mais ou menos umas duas horas de duração, mas pra mim pareceu uma eternidade. Não aguentava mais tanto eu te amo, a Bella levando tanto fora, aqueles lobisomens com cara de jogo-para-Nintendo-Wii e o Edward sendo, bom... O Edward.
E, espera aí, só eu que achei a tribo do Jacob com aquela cara de dançarinos de axé? Bem estilo coloca-o-abadá-e-se-joga-na-micareta.
Apesar dos pesares, achei a trilha sonora do filme bem boa. Esse ano cortaram Paramore e Death Cab For Cutie ficou encarregado da música tema do longa-metragem. A playlist ainda conta com The Killers, Thom Yorke e outras bandas legais.
P.S.: antes que alguém diga, não fui assistir ao filme com a intenção de meter o pau depois. Realmente estava afim de assistir, de formar minha opinião a respeito e entender o motivo de todo o bafafá que a mídia está fazendo.
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quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Zzzz!
Aproveitando todo o climão de preguiça que se instalou aqui no blog mudei o layout pra ver se com uma ilustração consigo transmitir melhor a seguinte mensagem: se desaparecer, não responder comentários ou deixar tudo as moscas, foi porque fui bem alí tirar uma sonequinha.
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Irena
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quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Mas eu ainda podia ser vestibulanda
Até agora não sei de onde brotou a idéia que fazer duas faculdades (em que sou igualmente péssima, diga-se de passagem). Sabe, eu ainda sou a mesma pessoa que durante toda infância evitou atividades extracurriculares porque elas, de alguma forma, entrariam em conflito com a minha rotina ociosa.
Quero férias, e esse semestre nunca acaba.
Não aguento mais ter muito o que fazer. Melhor, não aguento mais me sentir culpada graças a toda essa procrastinação. Quero dormir a tarde e joga Pokémon sem me preocupar em diagramar página de jornal ou renderizar carro.
Mas como pra toda depressão-da-quarta-feira-a-tarde tem cura já garanti meus ingressos pra pré-estréia de "Lua Nova". Não sou fã da saga "Crepúsculo" nem nada, mas sempre me divirto com fãs ensandecidas à meia-noite.
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sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Um beijo para Carla
Uns amigos da faculdade de Jornalismo conseguiram por as mãos em alguns passes de imprensa e uns convites para o festival de cinema local, pra ser exata eram quatro passes de imprensa e dois convites. Seis entradas para oito pessoas, mas como bons alunos da área de humanas não fizemos a matemática antes de sair de casa. Na nossa cabeça todo convidado deve ter direito a acompanhante, então os dois convites na verdade valiam por quatro. Obviamente também não lemos o convite onde dizia em letras miúdas: senha individual.
Vou ser bem sincera: ninguém estava ligando muito pra cerimônia de entrega dos prêmios. Todo nosso foco estava voltado na festa open bar que ia ter depois das 11 da noite. E tudo bem, eu admito não ser a pessoa mais festeira de todas, até porque não bebo, não fumo, não danço e não como, então o que possivelmente poderia estar interessada em fazer numa festa? Eu queria usar uma roupa decente, simples assim.
E se eu tivesse que passar por um cerimônia de entrega de prêmios só pra me enfiar em algo que não envolvesse camiseta desbotada e short jeans, assim seria.
Chegamos no local da premiação perfumados, com sapatos nos pés e cabelo sem frizz. Nos dirigimos a portaria só para sermos informados:
- Ei, mas essas senhas são individuais.
Hã? Quê? Individual? Onde isso? Me disseram que valia prum acompanhante também! Tô totalmente acompanhada aqui. Foi o que respondemos de olhos arregalados e piscantes, porque todo mundo sabe que em momentos como esse o cinismo impera e mentir é perdoável. Jogar verde também não faz mal:
- Meu tio é secretário da cultura, ele que em deu esses convites. Ele está aí dentro, acabou de me ligar. Você podia chamá-lo aqui que a gente resolvia esse mal entendido.
Não sei se foi o esforço que a gente fez para não suar (porque gente fina não transpira) ou se foi a faculdade de Jornalismo que nos transformou em ótimos mentirosos, mas de qualquer forma, o porteiro encolheu os ombros e nos deu passagem.
Chegamos já nos esparramando dos sofás, fazendo pose, fingindo que o calor de 41 graus não estava derretendo a maquiagem. Também conheci minha nova melhor amiga Elena Anaya que é linda, magra e já fez filme com o Almodóvar.
Minutos depois a premiação começou, enquanto aquele ator-da-novela-do-macaco entregava os prêmios fazíamos piadinhas, aplaudíamos e tentávamos bolar curtas metragens vencedores para o próximo festival. Só saímos de fininho quando o boi bumbá estourou no palco, e como nenhum de nós sabia dar dois passinhos pra cá e pra lá no ritmo da toada do Caprichoso e do Garantido fomos procurar o carro que tínhamos deixado estacionado há alguns metros.
Apesar de todas as minhas paranóias, chegamos são e salvos no carro. Verdade que passei grande parte do meu terceiro ano do Ensino Médio passeando pelo centro da cidade, mas lá sabem que eu nunca consegui me curar do meu medo de flanelinhas-bizarrros-da-meia-noite, logo, passei o caminho inteiro do teatro ao carro fazendo narração em off à lá filme de terror.
Nos dirigimos a festa.
Nosso cabelo já não estava mais tão arrumado assim, e nossa maquiagem estava começando a borrar, mas tudo bem, estávamos indo pra festa com os nossos novos melhores amigos (imaginários) franceses e tudo ia ser grátis (ênfase nesse quesito, por favor) e high fashion.
Passei o caminho todo do estacionamento ao clube falando como o meu karma tinha atingindo o nível menos googleplex
A festa ia ser num fim de mundo e teria uma vibe posso-ver-um-macaco-a-qualquer-momento, bem jeitão de turista gringo. Chegamos a portaria do clube onde a festa estava acontecendo, metemos a mão nos nossos bolsos, pegamos nossos passes de imprensa, mas... Ei! Cadê nossos convites duplos/não-duplos?
Ferrou.
Reviramos o carro.
Ferrou.
Tentei pensar numa boa desculpa pra dar.
Ferrou.
O QUE VERONICA MARS FARIA NESSA SITUAÇÃO?
FER-ROU!
O porteiro insistindo pelos nossos convites, e eu sem uma mentira boa pra dar. COMO PODE? Chegamos tão perto.
Tenho certeza que é o meu karma.
Um segundo porteiro apareceu. Será que eles iam nos chutar dalí? COMO ASSIM? Eu pareço ter 12 anos. Você simplesmente não chuta pessoas que parecem ter 12 anos na portaria de uma festa.
Ah, pera, era um telefone. O porteiro-que-não-deixava-a-gente-entrar-só-porque-não-éramos-franceses atendeu:
- Ah, oi, Carla. Ahn? Aham... Seus convidados é? Pode deixar eles entrarem? Aham, tá... Tá... Tchau.
Colocarei aqui uma pausa dramática que não realmente aconteceu.
Porteiro nos encarou e disse:
- Podem entrar. Desculpem de verdade qualquer coisa. Foi mal o incômodo.
Carla? Quem é Carla? Tipo, CARLA? AHN? E daí, estávamos dentro. Disparamos no carro antes que alguém notasse o engano. Só podia ser isso, só podia ser o universo querendo que nós fossemos pra festa open bar (não que eu beba, mas enfim) com a presença da minha melhor amiga que faz filme do Almodóvar.
Lá dentro, obviamente, rezamos um terço pra Carla (quem quer que ela seja). E constatamos que festa bancada com o dinheiro do governo é muito melhor que as festas universitárias bancadas com nenhum-dinheiro. Também conhecemos o irmão gêmeo do Sylar de "Heroes", que é fotógrafo. Rimos a toa, comemos macaron junto com tapioca, e lá pelas tantas fomos embora.
No dia seguinte ainda fui pra aula, porque sou responsável e não tenho ressaca.
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Irena
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quinta-feira, 12 de novembro de 2009
O que vesti hoje
Hoje não estou parecendo um pão velho porque tenho passes de imprensa pro Amazon Film Festival. Às vezes amo fazer Jornalismo, principalmente quando posso ir em jantares chiques sem gastar um centavo.
P.S.: eu não fumo, só entrei na vibe Holly Golightly enquanto estava desenhando.
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Irena
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14:17
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domingo, 8 de novembro de 2009
Younger-self
Esse final de semana reencontrei com o meu eu-criança duas vezes:
A primeira vez foi quando lembrei do episódio de "Doug" em que a Judy estava aprendendo a fazer baliza, mas não tinha santo que fizesse ela conseguir entrar entre um espaço de dois carros, portanto, ela era sempre reprovada no exame da auto-escola. Esse episódio realmente me traumatizou, desde o dia que o assisti suo frio sempre que escuto a instrução: faça uma baliza. E para minha infelicidade passei o sábado e o domingo treinando meu estacionamento num campinho de futebol.
A segunda foi quando eu achei o histórico VHS que fez eu ter, aos 5 anos de idade, uma epifania que mudou o curso de TODA A MINHA VIDA.

Se esse VHS nunca tivesse existido atualmente seria uma médica prodígio podre de rica e minha vida ia ser igualzinha a um episódio de "Grey's Anatomy".
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Irena
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17:09
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sexta-feira, 6 de novembro de 2009
A sensação foi de que não preguei os olhos
Essa madrugada sonhei que uma amiga tentava me convencer a acompanha-la em uma viagem a Nova Zelândia. Recusava o convide afirmando que não tenho vontade nenhuma de conhecer a Nova Zelândia.
- Mas quem é que não quer conhecer a Nova Zelândia? Tem toneladas de coisas para se fazer por lá! - minha amiga me perguntou indignada.
- Eu só não sou o tipo de pessoa que gosta de fazer coisas, prefiro assistir o que as pessoas estão fazendo.
- Ninguém pode viver a vida desse jeito.
- Então me assista.
Quando falo que tudo faz mais sentido quando estou dormindo ninguém acredita.
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07:46
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quarta-feira, 4 de novembro de 2009
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Querido diário, a missão
Minha internet está de TMP. O que significa que ela só ocasionalmente funciona já que 90% do tempo ela está de birra e demora horas pra carregar a página inicial do Google. Portanto, estou impossibilitada de postar.
Mas nesse meio tempo eu:
1. escutei muitas músicas de mulherzinha fofoletes.
2. terminei minhas aulas de direção e agora sei oficialmente como dar seta pra esquerda E pra direita. As outras funções do carro (inclui-se andar e todo o resto) ainda estão em fase de aprendizagem.
3. fui ao cinema assistir filmes incríveis como "Matadores de Vampiras Lésbicas". Filme MA-RA-VI-LHO-SO, diversão pra toda família.
4. GANHEI UM TABLET LINDA-FASHION-HIGH-TECH COM UM MOL DE NÍVEIS DE PRESSÃO (que eu não sei usar).
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Irena
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